Que cheiro tem o ar que respiras? Terá o cheiro da madrugada, frio e penetrante?
Ou talvez o doce cheiro da chuva...
Que textura tem sua pele? Parece-me, aqui de longe, tão macia, tão fria e branca.
Diga-me como é.
As coisas que você toca ficam com seu cheiro? Parece bobo, mas não é,
Porque nem me tocaste e já posso sentir.
Seus cigarros ficam molhados na ponta? Você corre quando chove? Que número você calça?
Ei, eu queria saber...
Na verdade... Eu só queria te perguntar:
E se eu fosse outra pessoa? Você responderia?
Desculpa o incômodo, mas eu também preciso perguntar...
Quando eu lhe encontrar, você vai conseguir me ver?
E se eu te visse dormindo, você acordaria?
Se eu, carinhosamente, tocasse no seu braço...
Você se assustaria?
É que... eu não quero.
Você conseguiria me reconhecer na multidão? Pois eu consigo te ver no breu...
Se você chegasse mais perto, doeria muito? É que... eu queria sentir.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
click
- Se eu soubesse como percorrer essa estrada, eu não estaria mais aqui. Você não sabe como é ruim não conseguir terminar uma frase porque a dor é tanta que, inundando o coração, aloja-se nos pulmões e me prejudica a respiração. Você acha que sabe o que é agonizar? Não me acostumei a nada disso, e o tempo não faz esquecer, faz alargar as feridas. O vento não leva as mágoas, deixa-me mais frio e pálido. A morte toca meu corpo, e acaricia-me como eu gostaria que você fizesse. Não sei se conseguirei resistir por muito tempo. Se eu me escondo atrás das palavras, é só porque nada mais sobrou. Como deveria interpretar seu silêncio? Você entende essa culpa de tudo? Esse mundo que desaba? Eu já construí meu mundo ao teu redor, não posso mais fazer nada. Se você for embora, me leva contigo ou me leva junto. Mas ainda assim, só há separação e uma distância sempre crescente. Eu ouço nossas músicas, sim. As músicas que eu doei a você. É como eu posso te sentir mais perto. Costumava achar que depois de tantas vezes, essa seria mais fácil. Nunca é. Cada um com seus problemas, e só. É triste como nada nem ninguém é suficiente, e eu jamais conseguiria te fazer feliz, ou me fazer feliz. O que me resta, querido? Eu estou em um precipício, não posso seguir em frente. Eu não tenho por onde crescer. Só precisaria de sua estrela por um dia para, enfim, poder voar. Eu não tenho muito a perder, queria que os outros também não tivessem. É o que me prende. Eu conheço sua dor, mas elas são, como diria o poeta, apenas o farelo que eu deixei pra trás. Será que você pode me ouvir? Eu lhe amo.
Yuri coloca o telefone na tomada.
Yuri coloca o telefone na tomada.
conversa em estrofes
seria bonito se não fosse verdade. não é meu. é dele.
Hello, how are you?
I hope you’re doing fine
I’m writing to say
I never really loved you.
I’m sorry I hurt you
But I’m not, really
It’s your fault
If you’re broken
Have you forgotten me?
I was hoping you had.
I know these songs,
They’re ours…
Grow up, face up!
I’m gone.
Are you still in there?
Because I’m not.
Hello, how are you?
I hope you’re doing fine
I’m writing to say
I never really loved you.
I’m sorry I hurt you
But I’m not, really
It’s your fault
If you’re broken
Have you forgotten me?
I was hoping you had.
I know these songs,
They’re ours…
Grow up, face up!
I’m gone.
Are you still in there?
Because I’m not.
domingo, 14 de dezembro de 2008
'...,
I weight a ton today
The battery died on me
and the strangest thing is
I can’t breathe
Spasm out of control
Build a bridge bound to fall
Climb a building I can’t reach
Seek a cure that will kill me
These are mere obsessions
Which will cease in a second
When the pills kick in
As a hand reaches mine
Too bad you won’t
See
Feel
Talk
Look
Be.
The battery died on me
and the strangest thing is
I can’t breathe
Spasm out of control
Build a bridge bound to fall
Climb a building I can’t reach
Seek a cure that will kill me
These are mere obsessions
Which will cease in a second
When the pills kick in
As a hand reaches mine
Too bad you won’t
See
Feel
Talk
Look
Be.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
your rain
Why does it get so silent when I sleep, love?
I must turn on the fan so that I can see
In the dark why am I standing there?
Is it because I am too afraid to live?
Tell me why am I behind me
It scares me, because I can’t look back
Ever again
These objects don’t mean themselves
I’m living in a dream, that’s why
Your touch still burns, babe
But not on me… out there
Why did I leave me here, just now?
Can I ever get out of here if I choose to quit?
Will there be a friend if I give up on you?
Could you stand by me, just to watch me die?
I must turn on the fan so that I can see
In the dark why am I standing there?
Is it because I am too afraid to live?
Tell me why am I behind me
It scares me, because I can’t look back
Ever again
These objects don’t mean themselves
I’m living in a dream, that’s why
Your touch still burns, babe
But not on me… out there
Why did I leave me here, just now?
Can I ever get out of here if I choose to quit?
Will there be a friend if I give up on you?
Could you stand by me, just to watch me die?
quinta-feira, 31 de julho de 2008
'é tão baixinha que senta no meio-fio e balança as pernas'
Foram de farelos os faróis com os quais fiz faíscas da minha fúria, agora que fundaste em mim fracasso
Esta emoção, emancipada das experiências expiradas, expressa o estresse e extensifica a estima exterminada.
Restando o riso raso e ranzinza, rabisco rápidas rapsódias remetentes ao seu rosto e robusto rijo
Infeliz, insisto e inspiro o intragável incenso da incansável e incólume insensatez
De mim desvencilhaste, despedisse, despedaçou e desmoronou, despindo. Desde então, tenho dito ditongos dizeres entre doses, dada a desilusão desesperada dos dias
‘Os nossos olhos só vêem o que já foi’.
Valeu, Paulinho. :)
Esta emoção, emancipada das experiências expiradas, expressa o estresse e extensifica a estima exterminada.
Restando o riso raso e ranzinza, rabisco rápidas rapsódias remetentes ao seu rosto e robusto rijo
Infeliz, insisto e inspiro o intragável incenso da incansável e incólume insensatez
De mim desvencilhaste, despedisse, despedaçou e desmoronou, despindo. Desde então, tenho dito ditongos dizeres entre doses, dada a desilusão desesperada dos dias
‘Os nossos olhos só vêem o que já foi’.
Valeu, Paulinho. :)
quarta-feira, 11 de junho de 2008
=/=
Diga-me por favor que tudo está acabado, pois não agüento mais o barulho deste silêncio.
Diz que estás ouvindo a voz do coração, porque não estou ouvindo nada.
Fala que és sol sem minha âncora, que terias dó si eu reagisse.
Mi assovia uma melodia que faça de mim cantoria
Faça em mim uma elisão, uma eclosão uma ex
Fala que vais sair da minha frente no espelho, porque estou cansada de vê-la discutir
Monólogos e milongas
Diz que estás ouvindo a voz do coração, porque não estou ouvindo nada.
Fala que és sol sem minha âncora, que terias dó si eu reagisse.
Mi assovia uma melodia que faça de mim cantoria
Faça em mim uma elisão, uma eclosão uma ex
Fala que vais sair da minha frente no espelho, porque estou cansada de vê-la discutir
Monólogos e milongas
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