Call me
Unreliable
Call me
Anytime
Call me
If you want
I’d call you
If I could
Ring me
If you can reach me
Teach me
How to erase me
Beat me
Until I lie down
And sleeping
I can calm down
E também essa...
Lover
You taste like sunrays
In the moonlight
With a drop of Sundays
In a hot hot summer
Girl
Oh boy, you kill me
Make me feel alive
And laugh about it
Why do I cry?
Am we the only virgins
In y(our) unholy neighborhood?
Take me home
And leave your arms please
Did you notice the lights are on
And it’s so dark still?
You cry all the time now
Is it why I’m the only one who feels?
Why are we so alone
In each other’s arms?
Why is it that no love
Can be quite it?
Why is it that something so good
Just can’t function no more?
Oh, the sun’s up and shiny again
I understand you have to go
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
I Fell In Love With A Dead Boy
Nas palavras
Acredito no barulho
Da vitória-régia
Em pernas, pedras
E, às vezes, em pétalas
Sou promíscuo enquanto
Celibato faço
E, falho no falo,
Não falo o que falo
Não quero mais
Ouvir falar
Nem dar a entender
Pois sou velho muito novo
Para tentar e pôr
Mas ponho o pingo nos is maiúsculos
Luzir uma palavra que nada exprime
E de tanto falar, talvez um dia dizer
Como se diz o que se pode,
E o não
Talvez eu saiba
Mas não acredito, firme e fraco
Tudo o que se quer
Não acredito em pessoas
E amizades
Cansaço esse pouco faz
Desfragmenta
Meu discurso é
Acredito no barulho
Da vitória-régia
Em pernas, pedras
E, às vezes, em pétalas
Sou promíscuo enquanto
Celibato faço
E, falho no falo,
Não falo o que falo
Não quero mais
Ouvir falar
Nem dar a entender
Pois sou velho muito novo
Para tentar e pôr
Mas ponho o pingo nos is maiúsculos
Luzir uma palavra que nada exprime
E de tanto falar, talvez um dia dizer
Como se diz o que se pode,
E o não
Talvez eu saiba
Mas não acredito, firme e fraco
Tudo o que se quer
Não acredito em pessoas
E amizades
Cansaço esse pouco faz
Desfragmenta
Meu discurso é
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Jesus Loves Me
Ao som de CocoRosie, vislumbrando dor, e à procura de dias piores que, oh sim, estão vindo. Dedico esse poema a ela. E a ele também. Mas nenhum dos dois lerá.
O colo que confortava
Adoeceu, necrosou
Morreu e, cansado de sê-lo
Fez sangrar mais alguém
A mão que comemorava
Quebrou e,
Por não ter mais razão
De existir desistiu
E tudo que havia de mais sagrado
Pecou
E, por isso
Condenou-me a viver
O colo que confortava
Adoeceu, necrosou
Morreu e, cansado de sê-lo
Fez sangrar mais alguém
A mão que comemorava
Quebrou e,
Por não ter mais razão
De existir desistiu
E tudo que havia de mais sagrado
Pecou
E, por isso
Condenou-me a viver
domingo, 9 de setembro de 2007
Too close to home, too near the bone
Hoje fui à II Parada da Diversidade (tá, Parada Gay mesmo), em Florianópolis. Gostei, francamente. É belíssimo ver tanta gente diferente, de idades distintas, sexualidades, cor de pele, olhos, semblantes, sonhos... Só uma coisa veio a mim nesse ínterim...
Só me solto só
Só me sinto só
Dó
Não dói assim
Tão
Só se você vier
E der o que se quer
Ou não
Se quer só saber
Que se sabe
E acabe esse nó
Né?
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Dois tempos... um só.
Olhando arquivos, resgatei um poema que escrevi ainda em 2004, com meus 15-16 anos.
Se eu partisse, faria falta a alguém?
Quem iria chorar por mim após minha carne apodrecer?
Quem diz que eu sou vivo o bastante para um dia morrer?
Por que sou tão medíocre e doente, um cego que não quer ver?
Por que ao invés de mudar, tu não deixas de esquecer?
Por que tenho que viver na pele de alguém
Que por todos será rejeitado até que chegue ao fim?
Ao fim dos tempos eu clamo, eu chamo alguém, mas ninguém vem
O ser que todos acham certo, não virá pois sou incerto
Eternamente no lugar mais baixo, o lado leve da balança
Sou o demônio entre os rejeitados
Entre os desgraçados eu vivo
E ando com os pecadores
Solidão eterna correndo pelas minhas veias negras
O ímpar no par, o conjunto nulo nos números
Traga-me água ou veneno, pouco me importa
Minha vida é tão podre que já está morta
Vivo como morto vive, morto vive como vivo
Vivo assim eternamente jamais
Mostre-me por inteiro a beleza do ser
Eis algo que jamais poderei ter
A cada encontro de olhares
Um desejo esquecido
A cada inspiração, sofro para expirar
Amo-te tanto, meu amor, que poderia te cuspir
Libertando-te dessa mente imunda que a mim foi cedida
Libertando-te dessa aliança maldita que a ti foi concedida
Afaste-se de mim, horror dos horrores
Deformado por opção, poço de impurezas
Por que lê essas palavras em vão
E acha que significam algo
Escuridão, música, luz, silêncio
E assim eu fujo da minha existência
Tranco-me em um mundo só meu e rezo ao além
Torcendo para estar errado sobre o Universo
Deixe-me terminar em um só verso
Pois toda a dor que sinto é utopia explicar
Arranque em você o que há de bom e levante as mãos aos céus
Serei então aquele com as mãos segurando as lágrimas que não param de chorar
Por estarem escorrendo em uma face que todos querem evitar
Eis que, há poucos minutos, cheguei em casa, apaguei todas as luzes e deitei-me sobre o chão. Com dificuldade, pude escrever algumas palavras.
Hoje eu estava muito mal,
Apaguei as luzes,
Me encolhi num canto
E chorei sozinho
Dizem que tudo dará certo no fim
E é por isso que eu escrevo
Para ninguém ler
Uma luz que some fez-me enxergar
Há tempos, o gosto podre do que é doce
A luz no fim do túnel é como o futuro...
Nunca chega, nunca chegará
Trajando negro,
Alguém que porventura foi parido
Por acidente, talvez
Tarde demais
Algo disforme que insiste em sobreviver
Em um mundo que não lhe pertence
Entre coisas que não lhe condizem
E pessoas que nada lhe dizem
Um engodo que fere
Uma ferida que rasga
Uma ruptura que se extende
Uma extensão que não mais alcanço
Sou jovem, e o serei eternamente
A esperança, posso dizer,
Não é a última que morre...
... pois eu ainda estou aqui.
Boa noite, amigo leitor.
Se eu partisse, faria falta a alguém?
Quem iria chorar por mim após minha carne apodrecer?
Quem diz que eu sou vivo o bastante para um dia morrer?
Por que sou tão medíocre e doente, um cego que não quer ver?
Por que ao invés de mudar, tu não deixas de esquecer?
Por que tenho que viver na pele de alguém
Que por todos será rejeitado até que chegue ao fim?
Ao fim dos tempos eu clamo, eu chamo alguém, mas ninguém vem
O ser que todos acham certo, não virá pois sou incerto
Eternamente no lugar mais baixo, o lado leve da balança
Sou o demônio entre os rejeitados
Entre os desgraçados eu vivo
E ando com os pecadores
Solidão eterna correndo pelas minhas veias negras
O ímpar no par, o conjunto nulo nos números
Traga-me água ou veneno, pouco me importa
Minha vida é tão podre que já está morta
Vivo como morto vive, morto vive como vivo
Vivo assim eternamente jamais
Mostre-me por inteiro a beleza do ser
Eis algo que jamais poderei ter
A cada encontro de olhares
Um desejo esquecido
A cada inspiração, sofro para expirar
Amo-te tanto, meu amor, que poderia te cuspir
Libertando-te dessa mente imunda que a mim foi cedida
Libertando-te dessa aliança maldita que a ti foi concedida
Afaste-se de mim, horror dos horrores
Deformado por opção, poço de impurezas
Por que lê essas palavras em vão
E acha que significam algo
Escuridão, música, luz, silêncio
E assim eu fujo da minha existência
Tranco-me em um mundo só meu e rezo ao além
Torcendo para estar errado sobre o Universo
Deixe-me terminar em um só verso
Pois toda a dor que sinto é utopia explicar
Arranque em você o que há de bom e levante as mãos aos céus
Serei então aquele com as mãos segurando as lágrimas que não param de chorar
Por estarem escorrendo em uma face que todos querem evitar
Eis que, há poucos minutos, cheguei em casa, apaguei todas as luzes e deitei-me sobre o chão. Com dificuldade, pude escrever algumas palavras.
Hoje eu estava muito mal,
Apaguei as luzes,
Me encolhi num canto
E chorei sozinho
Dizem que tudo dará certo no fim
E é por isso que eu escrevo
Para ninguém ler
Uma luz que some fez-me enxergar
Há tempos, o gosto podre do que é doce
A luz no fim do túnel é como o futuro...
Nunca chega, nunca chegará
Trajando negro,
Alguém que porventura foi parido
Por acidente, talvez
Tarde demais
Algo disforme que insiste em sobreviver
Em um mundo que não lhe pertence
Entre coisas que não lhe condizem
E pessoas que nada lhe dizem
Um engodo que fere
Uma ferida que rasga
Uma ruptura que se extende
Uma extensão que não mais alcanço
Sou jovem, e o serei eternamente
A esperança, posso dizer,
Não é a última que morre...
... pois eu ainda estou aqui.
Boa noite, amigo leitor.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Rosegarden Funeral of Sores
Após uma noite insone e um período de crise existencial que se perdura... Soa inacabado, e talvez o seja. Ainda assim, é o que veio de mim naquele dia. À luz de Clarice Lispector. Eu, uma Macabéia? Espero que não.
A dor não dá-se por estar desprovido do indolor,
Muito pelo contrário...
E sim pelo fato de estar quase que completamente só,
De forma que ainda há perda em vista no inevitável
O que o futuro presente vislumbrará perante seus olhos
E agora pouco vê, talvez por opção que tenha tomado,
É incógnita estranho que confunde sua paupérrima segurança
O desconforto da morte, então, torna-se oxigênio
Esse café frio da repartição existencial
Não mais é passível aos mais excitantes estímulos
Apenas o imundo e irremediável prazer oriundo
Da perversão inerente ao seu corpo de nascença, marcado que é
O complicado papel de ser e a intolerável necessidade de existir,
Já quase fora do curto alcance de suas mãos,
Vão esmaecendo a inconstante idéia da sobrevivência
A dor não dá-se por estar desprovido do indolor,
Muito pelo contrário...
E sim pelo fato de estar quase que completamente só,
De forma que ainda há perda em vista no inevitável
O que o futuro presente vislumbrará perante seus olhos
E agora pouco vê, talvez por opção que tenha tomado,
É incógnita estranho que confunde sua paupérrima segurança
O desconforto da morte, então, torna-se oxigênio
Esse café frio da repartição existencial
Não mais é passível aos mais excitantes estímulos
Apenas o imundo e irremediável prazer oriundo
Da perversão inerente ao seu corpo de nascença, marcado que é
O complicado papel de ser e a intolerável necessidade de existir,
Já quase fora do curto alcance de suas mãos,
Vão esmaecendo a inconstante idéia da sobrevivência
sábado, 28 de julho de 2007
Life Is A Pigsty
Uma entre tantas madrugadas patéticas na frente de um computador, ao som de Metal Contra As Nuvens e Uma Outra Estação, canções da Legião Urbana. Vejam só, fui comparado à Björk e ao Ian Curtis após mostrar tal poema para amigos... Como não ficar, ao menos, grato pela voz do Renato ter levado-me, de mãos dadas, para este lugar tão magnífico chamado inspiração?
As coisas não são
Nem como não parecem ser
E cada tiro no escuro
Nessa casa de espelhos
É a retomada da maré
Numa rede de travesseiros
Esperanças que as horas
Fizeram de castelo na areia
Desmontadas foram, virgens
Mesclaram-se com o horizonte
Cegas, berrando sob o sol
Que com raios insulta
As mãos aveludadas
Que outrora aceitavam o afago
Da vida tão morta
Que as camponesas seguiam
Nesse feudo à beira do mar
O tempo apenas as fez enxergar
Que a trégua pro fogo do pecado
Está mais perto a cada dia
E que tudo o que construíram
Seria levado
De passagem estávamos
E continuamos a procissão
As coisas não são
Nem como não parecem ser
E cada tiro no escuro
Nessa casa de espelhos
É a retomada da maré
Numa rede de travesseiros
Esperanças que as horas
Fizeram de castelo na areia
Desmontadas foram, virgens
Mesclaram-se com o horizonte
Cegas, berrando sob o sol
Que com raios insulta
As mãos aveludadas
Que outrora aceitavam o afago
Da vida tão morta
Que as camponesas seguiam
Nesse feudo à beira do mar
O tempo apenas as fez enxergar
Que a trégua pro fogo do pecado
Está mais perto a cada dia
E que tudo o que construíram
Seria levado
De passagem estávamos
E continuamos a procissão
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