terça-feira, 22 de abril de 2008
Palíndromo
Benditas sejam as palavras com as quais me amaldiçoaste ao quase eterno rancor que brota em meu corpo como um tijolo que cai e quebra nesses mil pedaços que são sou pedaços mais de mil quebrados como tijolos nesse corpo que brota do rancor eterno que quase amaldiçoaste com tuas benditas palavras.
domingo, 6 de abril de 2008
Meio nada
Declaro hoje como fato, depois de todo o afeto, que ao seguir teus passos perdi-me em teus rastros. Agora também meus, choro porque entornei minh’alma ao tornar-me súbito súdito de um senhor que abandonou-me terras inférteis. As pegadas que imaginei, mesmo esperei ver agora fazem parte de um passado que já esqueci, mas ainda sinto. E há dor nesse horizonte frio e vazio, onde o nada reverbera – você nunca imaginará quanto. Ou talvez imagine, porque eu já te perdi, perdi teu endereço, perdi teu rumo, perdi meu rumo, perdi teu cheiro, perdi teu rosto. E só o que pedi foi... um abraço.
Mil pedaços espalhados não mais formam um todo que foi levado.
Mil pedaços espalhados não mais formam um todo que foi levado.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Dégradé
À sombra de uma poça quase sucumbi
Andando e crendo, vendo o que queria ouvir
E tanta gentileza pouco fez, livrei-me
Do embargo amargo chamado prazer
Cresci pra todo lado e deixei
Caladas asas que eu vi voar
Deixei pouco a pouco de mim
Em cada estrada escura que ousei percorrer
A fraca e frágil linha entre o céu e o precipício
É feita de algodão das nuvens
Colado com cuspe de uma boca seca
Sedenta pelo oásis que, pena, virá tarde
Quando mordes meu peito acende
A luz revigora meu bem estar
Contudo, cidadão de meu mundo sou eu só
E meu reino hipócrita, tão pouco popular
Ainda vejo expostos rostos crédulos
Entre verdades que descomprovei
Isso ainda entristece, mas nem parece
À luz desse espelho
Andando e crendo, vendo o que queria ouvir
E tanta gentileza pouco fez, livrei-me
Do embargo amargo chamado prazer
Cresci pra todo lado e deixei
Caladas asas que eu vi voar
Deixei pouco a pouco de mim
Em cada estrada escura que ousei percorrer
A fraca e frágil linha entre o céu e o precipício
É feita de algodão das nuvens
Colado com cuspe de uma boca seca
Sedenta pelo oásis que, pena, virá tarde
Quando mordes meu peito acende
A luz revigora meu bem estar
Contudo, cidadão de meu mundo sou eu só
E meu reino hipócrita, tão pouco popular
Ainda vejo expostos rostos crédulos
Entre verdades que descomprovei
Isso ainda entristece, mas nem parece
À luz desse espelho
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Bula
Agora faz exatamente
3 minutos e alguns quebrados
16 horas e meu abatido semblante
Reduz-se a nada com requinte
418 dias
E quem diria que nada
Estaria mudado e tudo
O que acreditava fosse
A verdade cruel
Mesmo que eu não fizesse
As coisas da mesma forma
Que eu me arrependesse
Ou tivesse orgulho
Ainda que eu me lembre
Do seu nome e do que você é
Tudo mais foi e deixou
O amargor crescente e amortecedor
Por mais que eu encontre meu caminho
Dentre os calçados perdidos entre as pedras
É tempo demais agora para que possa
Fazer sentido ou fazer valer a pena
Meu colo pode abrigar um herdeiro
Minha aversão converter-se
No olhar mais encantador
Posso até acreditar em mim
Mas eu acredito, sobretudo
Em um mundo que desnudo
Apenas poderia amenizar
A impureza que é nossa, perante o voto
Creio no inevitável a esse ponto
Afinal, já se passa do tempo previsto
Na bula desse antibiótico
418 dias de abstinência
O corpo dói, e a alma...
Bom,
A alma já foi.
3 minutos e alguns quebrados
16 horas e meu abatido semblante
Reduz-se a nada com requinte
418 dias
E quem diria que nada
Estaria mudado e tudo
O que acreditava fosse
A verdade cruel
Mesmo que eu não fizesse
As coisas da mesma forma
Que eu me arrependesse
Ou tivesse orgulho
Ainda que eu me lembre
Do seu nome e do que você é
Tudo mais foi e deixou
O amargor crescente e amortecedor
Por mais que eu encontre meu caminho
Dentre os calçados perdidos entre as pedras
É tempo demais agora para que possa
Fazer sentido ou fazer valer a pena
Meu colo pode abrigar um herdeiro
Minha aversão converter-se
No olhar mais encantador
Posso até acreditar em mim
Mas eu acredito, sobretudo
Em um mundo que desnudo
Apenas poderia amenizar
A impureza que é nossa, perante o voto
Creio no inevitável a esse ponto
Afinal, já se passa do tempo previsto
Na bula desse antibiótico
418 dias de abstinência
O corpo dói, e a alma...
Bom,
A alma já foi.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Sem mais...
O telefone já não atende
O número, nem tenho mais
Endereço é outro e
Tua voz só mais uma
As cartas foram escritas
Muito fracas, sem vontade
E de lápis, apagaram
O que agora é só saudade
E quanto mais eu tento
Mais se esvai,
Conforme vou, nem mais
Sei quem eu é
E como vi, mas ceguei
Deixaste como herança
O que nunca te pertenceu
Esbofeteai meu rosto
Mas, por favor,
Toque
Por não saber
O que fazer
Ou por onde ir,
Deixei
Pais, amigos
Paz, vestígios
Manchas, provas
E gavetas abertas
E por não saber
Se algum dia te verei
Fechei as portas
E os olhos
Se você soubesse
O que não é ter no que se agarrar
Você não tomaria assim,
Só tudo que penso
O número, nem tenho mais
Endereço é outro e
Tua voz só mais uma
As cartas foram escritas
Muito fracas, sem vontade
E de lápis, apagaram
O que agora é só saudade
E quanto mais eu tento
Mais se esvai,
Conforme vou, nem mais
Sei quem eu é
E como vi, mas ceguei
Deixaste como herança
O que nunca te pertenceu
Esbofeteai meu rosto
Mas, por favor,
Toque
Por não saber
O que fazer
Ou por onde ir,
Deixei
Pais, amigos
Paz, vestígios
Manchas, provas
E gavetas abertas
E por não saber
Se algum dia te verei
Fechei as portas
E os olhos
Se você soubesse
O que não é ter no que se agarrar
Você não tomaria assim,
Só tudo que penso
sábado, 15 de dezembro de 2007
Algumas antigas...
Sonhei com ele hoje. Aqui, logo, três velhos poemas - dois deles de 2006.
O brilho dos olhos seus
A boneca de pano
Parecem hoje seus olhos meus
E a boneca chora
Abandonada foste à força
Sem tempo para pensar
A menina que vira moça
Pára de brincar
As voltas que o mundo dá
Os monstros que todos são
A passagem não hesita em aceitar
De qualquer um que lhe dê a mão
Um dia foi bela
Hoje moça da favela
Um dia brincou com a boneca
Hoje os outros brincam com ela
É bom revê-los, caros amigos. Ao som de Willie Nelson e Baden Powell - o primeiro presente, o outro a ser vislumbrado na época -, os relembro. Eis outro.
Hoje o horizonte parece mais longe
Mesmo assim, pareço não ter saído do lugar
Hoje o horizonte é pouco mais que um fio
E eu, cercado por mar,
Sinto-me muito vazio
Amanhã o horizonte será pouco menos
Que uma desfigurada e puntiforme
Luz no fim do túnel
Será que encolhi,
Será que a distância cresceu?
Só sei dizer que em mim
A vontade de viver morreu
Vi meu corpo nadando em mágoas
A favor da correnteza que leva ao fundo
O mundo é uma ilha que eu tento encontrar
O remo parou
O barco afundou
A onda chegou
O vento uivou
O frio congelou
E tudo parou
Este, contudo, acredito ser do início do ano de 2007:
Paloma, já sou quase niilista
E você assim assombrou
Com seu nome, as palavras
Quase sumo ao seu semblante vislumbrar
Não mais estás comigo
Assim tão só, quase dá dó
Não fôssemos um
Ainda assim, nasce em mim
A dor sem fim
Odor ruim que me traz o gosto
Aquele rosto e as verdades que não queria ouvir
Paloma, só existe mesmo
E não quis acreditar
Que amor fosse assim tão infiel
E a cama onde quase nos deitamos
Agora guarda o formato do teu corpo
E é o leito onde morro por algumas horas
Acordando cabisbaixo.
Morena, cadê você?
Não me encontro mais...
O brilho dos olhos seus
A boneca de pano
Parecem hoje seus olhos meus
E a boneca chora
Abandonada foste à força
Sem tempo para pensar
A menina que vira moça
Pára de brincar
As voltas que o mundo dá
Os monstros que todos são
A passagem não hesita em aceitar
De qualquer um que lhe dê a mão
Um dia foi bela
Hoje moça da favela
Um dia brincou com a boneca
Hoje os outros brincam com ela
É bom revê-los, caros amigos. Ao som de Willie Nelson e Baden Powell - o primeiro presente, o outro a ser vislumbrado na época -, os relembro. Eis outro.
Hoje o horizonte parece mais longe
Mesmo assim, pareço não ter saído do lugar
Hoje o horizonte é pouco mais que um fio
E eu, cercado por mar,
Sinto-me muito vazio
Amanhã o horizonte será pouco menos
Que uma desfigurada e puntiforme
Luz no fim do túnel
Será que encolhi,
Será que a distância cresceu?
Só sei dizer que em mim
A vontade de viver morreu
Vi meu corpo nadando em mágoas
A favor da correnteza que leva ao fundo
O mundo é uma ilha que eu tento encontrar
O remo parou
O barco afundou
A onda chegou
O vento uivou
O frio congelou
E tudo parou
Este, contudo, acredito ser do início do ano de 2007:
Paloma, já sou quase niilista
E você assim assombrou
Com seu nome, as palavras
Quase sumo ao seu semblante vislumbrar
Não mais estás comigo
Assim tão só, quase dá dó
Não fôssemos um
Ainda assim, nasce em mim
A dor sem fim
Odor ruim que me traz o gosto
Aquele rosto e as verdades que não queria ouvir
Paloma, só existe mesmo
E não quis acreditar
Que amor fosse assim tão infiel
E a cama onde quase nos deitamos
Agora guarda o formato do teu corpo
E é o leito onde morro por algumas horas
Acordando cabisbaixo.
Morena, cadê você?
Não me encontro mais...
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Grindhouse of No Control
Call me
Unreliable
Call me
Anytime
Call me
If you want
I’d call you
If I could
Ring me
If you can reach me
Teach me
How to erase me
Beat me
Until I lie down
And sleeping
I can calm down
E também essa...
Lover
You taste like sunrays
In the moonlight
With a drop of Sundays
In a hot hot summer
Girl
Oh boy, you kill me
Make me feel alive
And laugh about it
Why do I cry?
Am we the only virgins
In y(our) unholy neighborhood?
Take me home
And leave your arms please
Did you notice the lights are on
And it’s so dark still?
You cry all the time now
Is it why I’m the only one who feels?
Why are we so alone
In each other’s arms?
Why is it that no love
Can be quite it?
Why is it that something so good
Just can’t function no more?
Oh, the sun’s up and shiny again
I understand you have to go
Unreliable
Call me
Anytime
Call me
If you want
I’d call you
If I could
Ring me
If you can reach me
Teach me
How to erase me
Beat me
Until I lie down
And sleeping
I can calm down
E também essa...
Lover
You taste like sunrays
In the moonlight
With a drop of Sundays
In a hot hot summer
Girl
Oh boy, you kill me
Make me feel alive
And laugh about it
Why do I cry?
Am we the only virgins
In y(our) unholy neighborhood?
Take me home
And leave your arms please
Did you notice the lights are on
And it’s so dark still?
You cry all the time now
Is it why I’m the only one who feels?
Why are we so alone
In each other’s arms?
Why is it that no love
Can be quite it?
Why is it that something so good
Just can’t function no more?
Oh, the sun’s up and shiny again
I understand you have to go
Assinar:
Postagens (Atom)