Agora faz exatamente
3 minutos e alguns quebrados
16 horas e meu abatido semblante
Reduz-se a nada com requinte
418 dias
E quem diria que nada
Estaria mudado e tudo
O que acreditava fosse
A verdade cruel
Mesmo que eu não fizesse
As coisas da mesma forma
Que eu me arrependesse
Ou tivesse orgulho
Ainda que eu me lembre
Do seu nome e do que você é
Tudo mais foi e deixou
O amargor crescente e amortecedor
Por mais que eu encontre meu caminho
Dentre os calçados perdidos entre as pedras
É tempo demais agora para que possa
Fazer sentido ou fazer valer a pena
Meu colo pode abrigar um herdeiro
Minha aversão converter-se
No olhar mais encantador
Posso até acreditar em mim
Mas eu acredito, sobretudo
Em um mundo que desnudo
Apenas poderia amenizar
A impureza que é nossa, perante o voto
Creio no inevitável a esse ponto
Afinal, já se passa do tempo previsto
Na bula desse antibiótico
418 dias de abstinência
O corpo dói, e a alma...
Bom,
A alma já foi.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
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